já não gosto de escrever. antes gostava porque escrever era como pegar num corda de ráfia para desenhar circunferências no chão. agora já não uso cordas, uso canetas. e o problema das canetas é que se torna mais difícil perceber por onde se começou o traçado. com a corda esse ponto era fácil de identificar e podia facilmente desmanchar a circularidade de tudo. agora ando às voltas e não me desmancho. hoje, posso dizer que me privo de escrever. fico-me pelo pensar. só se escreve quando o pensamento sintetiza algo coeso. escreve-se quando o pensamento vai anunciando ao espírito uma nova meta. agora estou a meio, no pântano. tento-me soltar da lama. merda! fiz pior e afundo-me. deixo-me ficar, letárgico, e afundo-me na mesma…