às vezes apetece-me chorar. o fosso entre o Real e o Ideal estará sempre presente, nem eu posso escapar.

tenho um modelo diferente e faço tudo por o partilhar – eis a minha fraqueza. cansei-me de ser glorioso, hoje sou o transparente, tchau máscara. ela nunca sai mas pode-se ao menos andar só com os elásticos. o que é que resta? a cara de cada um. a minha cara, que não é minha, é dos elásticos. os elásticos são uma fonte de impureza, já que moldam as caras. os elásticos retiram a total pureza das caras, no entanto, não deixam de ser originais… ou pelo menos assim espero, se não, a minha psicologia é uma antítese. é tudo tão mutável, o meu cérebro não pára… é uma chama acesa, constantemente estimulada pelo exterior. observem tudo, todos os ângulos e atingirão a plenitude!

viagens sempre me induziram um estado reflexivo muito hardcore. este texto foi idealizado em 2009, numa viagem para o Algarve.