caminhamos sobre o mundo assumindo que a sua existência é inquestionável. mas eu não sei se ele existe… nem sei se a sua existência admite, ou não, várias interpretações. somos tão complexos em termos biológicos; e talvez ainda mais em termos sociológicos. andamos tão concentrados na nossa rotina que até desprezamos o facto de que o nosso planeta existe há 4,6 mil milhões de anos; e de que o nosso Universo formou-se há 13,7 mil milhões de anos. somos, portanto, uma miserável migalha na história uma vez que divergimos evolutivamente há cerca de 2 milhões de anos. ainda assim, temos ou julgamos ter esta coisa chamada consciência. coisa que supostamente nos distingue de tudo o que supostamente existe – da matéria inanimada, como nós lhe chamamos, e dos seres vivos. consideramos que a consciência é uma característica singular e que, apesar de termos surgido como efeito último de um monte de causas, podemos nós também ser causa. isto é, acreditamos que podemos conquistar o Universo.

o que é que existe? como interpretar o que existe? eu não sei… mas suspeito que nos preocupamos demais com a realidade. talvez não seja mais do que uma pobre cortina que nos esconde a verdade…. mas tudo nos surge com uma verosimilhança inabalável e lá continuamos estrada fora como gado.