para um ser infinito fazer ou não fazer não constitui um dilema. para um niilista não existe dilema entre fazer preto ou branco.

neste mundo plural diria que é necessário todos sermos um pouco niilistas. o niilista é aquele que hoje consegue ver para sempre; detém múltiplas perspectivas acerca do mesmo tópico; comtempla o real numa posição privilegiada; compreende o mundo na sua globalidade, assimilando tanto os ganhos como as perdas, as partes e as contrapartes. perante esta multiplicidade, talvez o niilista se tente convencer do posição que lhe for mais conveniente. o niilismo compreende que as pessoas se esvaziarem de tudo, restando-lhes o nada  (que já é algo intrínseco). é importante reforçar que este estado de nada é temporário. o objectivo é voltar a elevar o potencial para que o mundo floresça cheio de possibilidades. não sejamos utópicos, nem tudo é possível! ainda assim, considero que o niilismo é positivo pois induz um estado reflexivo permitindo eternas recriações, reajustes e redireccionamentos. ou seja, o niilismo só se completa quando se parte do nada para a (re)criação. o niilista é um artista moldador de realidades, um exímio estratega, mestre em resiliência.

parece-me que muita gente despreza a diversidade cultural em que vivemos. irrita-me particularmente a supremacia da cultural Ocidental, e que a maior parte do mundo a tome como o único modelo viável. fica a ideia que existe um só caminho para alguém prosperar… assim se compreende o porquê da população ser bipolar – esquecem-se da variabilidade cultural que o niilista compreende tão bem…