sou uma alma fugaz. sempre à procura de mais um banco onde me deixem sentar. enquanto estou sentado, estou atado. e é atado que me desejo, atado para vaguear em mim, atado para que a mente se transcenda. não existem amarras que a impeçam.
quando o banco se esgota, quando a perspectiva proporcionada deixa de ser novidade, levanto-me. compenso a elevação fazendo descer o martelo com convicção. o destino surge-me límpido e lá continuo a ir indo…