contrastes, diversidade, pluralidade são ouro. vive-se ansiosamente, agitadamente e até angustiadamente, mas é a forma mais justa e mais eficaz para absorver tudo de todas as maneiras (tão Álvaro de Campos). por outro lado, perco-me… perco-me entre as nuvens e o abismo e não sei onde é a minha casa. o que é mesmo difícil é que neste constante sobe-e-desce a mochila tem de ir sempre vazia. no elevador é tudo demasiado pesado. no elevador temos de nos esvaziar de tudo – é a única forma de recuperarmos a abertura de espírito. para sentir tudo, a todas as altitudes, é preciso ser nada, ou ser tudo… e não ter casa!… mas eu amo-te e perdia-me contigo. perdia-me contigo a uma qualquer altitude e abdicava do elevador. momentos sem ti, disforia.

11/7/2011

a ouvir:

Wrong – NoMeansNo

Falling Upstairs – War from a Harlots Mouth

Overdose – Lumbee